Sabe daquela tarde,
que começou na saída da escola.
Em que chovia,
E que talvez
te dei
carona no meu guarda-chuva
porque você pediu.
Não, isso era outro dia.
Você, só mentiu.
E hoje, ainda chove
ainda é derrota.
Falta de azar,
Não querer mudar,
lutar contra o mar,
Tomar banho de chuva e
Chorar.
Ao invés de lutar,
chorar.
Ao invés de negar
chorar...
E nunca reconhecer
que o erro
é você.
Mostrando postagens com marcador Letra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Letra. Mostrar todas as postagens
sábado, 17 de agosto de 2019
sábado, 8 de fevereiro de 2014
Por escondido
Me deixa aqui com meu cigarro
Me faz olhar pro outro lado.
E quer sorrir, ameaçado.
Um outro sonho despedaçado.
Acorda assim sem nem recado.
Esquece seu amor passado.
Aquece aqui o peito em chama
E faz amor em outra cama.
Melhor olhar por escondido
Do que gritar ao pé do ouvido.
Esquece, é certo se escorar,
Tente não se preocupar.
Me faz olhar pro outro lado.
E quer sorrir, ameaçado.
Um outro sonho despedaçado.
Acorda assim sem nem recado.
Esquece seu amor passado.
Aquece aqui o peito em chama
E faz amor em outra cama.
Melhor olhar por escondido
Do que gritar ao pé do ouvido.
Esquece, é certo se escorar,
Tente não se preocupar.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Por ti...
Gostaria,
meu caro,
de te fazer um único pedido,
então:
me deixe sozinho.
Não me procure,
nem deixe ninguém o fazer.
Me deixe só.
Me deixe aqui com minhas angústias.
Deixe que os meus medos,
receios
e lamentos interiores
me fitem diretamente em meus olhos.
Preciso conhecê-los
e enfrentá-los
em um nível pessoal.
Sinto falta das palavras
solitárias e únicas
que saem da minha boca
enquanto estou vazio.
Preciso direcionar,
apenas por algumas horas,
ou alguns anos,
a minha inteira atenção a mim,
meu coração e,
especialmente meus medos escondidos.
Chegou a hora de re-virar
meu olhar para dentro.
Preciso de distância das horas,
do tempo,
dos deveres
e da bendita razão.
Só assim,
depois,
vou poder e conseguir
me dar por completo,
me entregar,
me soltar,
deixar fluir.
meu caro,
de te fazer um único pedido,
então:
me deixe sozinho.
Não me procure,
nem deixe ninguém o fazer.
Me deixe só.
Me deixe aqui com minhas angústias.
Deixe que os meus medos,
receios
e lamentos interiores
me fitem diretamente em meus olhos.
Preciso conhecê-los
e enfrentá-los
em um nível pessoal.
Sinto falta das palavras
solitárias e únicas
que saem da minha boca
enquanto estou vazio.
Preciso direcionar,
apenas por algumas horas,
ou alguns anos,
a minha inteira atenção a mim,
meu coração e,
especialmente meus medos escondidos.
Chegou a hora de re-virar
meu olhar para dentro.
Preciso de distância das horas,
do tempo,
dos deveres
e da bendita razão.
Só assim,
depois,
vou poder e conseguir
me dar por completo,
me entregar,
me soltar,
deixar fluir.
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
E então, o marasmo...
E quando mais quis,
Sucedeu-se o nada.
E quando provou, quis
Um pouco mais, um bis.
E ao tentar ultrapassar
A si mesmo, como fiz,
Se esbarrar no marasmo,
Que por acaso, nada lhe diz...
Sucedeu-se o nada.
E quando provou, quis
Um pouco mais, um bis.
E ao tentar ultrapassar
A si mesmo, como fiz,
Se esbarrar no marasmo,
Que por acaso, nada lhe diz...
sábado, 16 de abril de 2011
Tentativa #42
E eu gosto do barulho...
Adoro sons dissonantes.
Quero ver, sem perceber.
Prefiro nunca acordar
Eu gosto do sonho.
Quero minha boca seca
À espera do seu beijo,
Seu gosto
Ou o gosto da comida.
Prefiro não saber.
Prefiro não entender
Se amanhã vai chover
Ou se você vai aparecer.
Gosto de lembrar
Como cheguei
Ou porque estou aqui.
Eu adoro tentar...
Adoro sons dissonantes.
Quero ver, sem perceber.
Prefiro nunca acordar
Eu gosto do sonho.
Quero minha boca seca
À espera do seu beijo,
Seu gosto
Ou o gosto da comida.
Prefiro não saber.
Prefiro não entender
Se amanhã vai chover
Ou se você vai aparecer.
Gosto de lembrar
Como cheguei
Ou porque estou aqui.
Eu adoro tentar...
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Sinceridade
Sob este ar,
Cansado,
Sem deuses ou musas
Ao meu lado,
Inspirar
Torna-se o ato
De tragar
O ar.
Fumaça,
Sólida ilusão,
Que se desmancha
Próxima ao chão.
E o ar,
Pesado,
Continua a me forçar.
Está,
cada segundo,
Mais difícil de levantar.
Sinceridade,
Fácil aceitar,
Difícil conquistar.
Cansado,
Sem deuses ou musas
Ao meu lado,
Inspirar
Torna-se o ato
De tragar
O ar.
Fumaça,
Sólida ilusão,
Que se desmancha
Próxima ao chão.
E o ar,
Pesado,
Continua a me forçar.
Está,
cada segundo,
Mais difícil de levantar.
Sinceridade,
Fácil aceitar,
Difícil conquistar.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Crenças, dores e amores
E talvez seja hora de acreditar em algo.
Existente ou não.
Parar de estar tão só, sempre.
Ter um porquê.
Ou ao menos, defender,
Com absoluta certeza,
O porquê.
E daí, passar a fazer
Por onde.
E aonde estiver,
Vai poder falar.
E assim olhar
Para dentro de si próprio
Tão facilmente quanto observa e entende os outros.
Sempre acreditei.
Nunca, nunca presenciei
O amor pleno.
Sem nenhum "a menos".
Ou mais...
Nunca vi aquele que satisfaz.
Será hora de desacreditar da dor
E parar de sofrer por amor?
Mas no ato, passo a acreditar no fervor.
E no tato, percebo de algo com muito mais valor.
E no contato, reparo que não há fato
Que vá curar, plenamente, essa dor.
Pois assim te reapresento o amor.
Te abraça e te entende.
Te toca e tu sentes,
Que ali está a única razão
De não andares mais em vão.
Existente ou não.
Parar de estar tão só, sempre.
Ter um porquê.
Ou ao menos, defender,
Com absoluta certeza,
O porquê.
E daí, passar a fazer
Por onde.
E aonde estiver,
Vai poder falar.
E assim olhar
Para dentro de si próprio
Tão facilmente quanto observa e entende os outros.
Sempre acreditei.
Nunca, nunca presenciei
O amor pleno.
Sem nenhum "a menos".
Ou mais...
Nunca vi aquele que satisfaz.
Será hora de desacreditar da dor
E parar de sofrer por amor?
Mas no ato, passo a acreditar no fervor.
E no tato, percebo de algo com muito mais valor.
E no contato, reparo que não há fato
Que vá curar, plenamente, essa dor.
Pois assim te reapresento o amor.
Te abraça e te entende.
Te toca e tu sentes,
Que ali está a única razão
De não andares mais em vão.
quinta-feira, 3 de março de 2011
O hardcore nunca vai morrer, mas você vai...
Os parêmetros já foram traçados.
Os caminhos foram escolhidos.
Agora vamos brincar,
Vamos bagunçar,
Vamos dançar,
Vamos criar o caos
Ou o mal.
Vamos matar,
Vamos aproveitar,
Vamos transar.
Vamos não ligar,
Vamos desapegar,
Mas não totalmente.
Nunca consiguiríamos.
Vamos... não mais esperar.
Sim, queremos dançar.
Não queremos cuidar.
Queremos tudo,
Queremos mais.
Nada mais nos satisfaz.
E até o porquê foi esquecido.
Esquecemos até do perigo.
Mas já prevíamos.
"Vamos agitar a procura de um lar"
Mas esquecemos de perceber
Que o lar é seu ser.
Os caminhos foram escolhidos.
Agora vamos brincar,
Vamos bagunçar,
Vamos dançar,
Vamos criar o caos
Ou o mal.
Vamos matar,
Vamos aproveitar,
Vamos transar.
Vamos não ligar,
Vamos desapegar,
Mas não totalmente.
Nunca consiguiríamos.
Vamos... não mais esperar.
Sim, queremos dançar.
Não queremos cuidar.
Queremos tudo,
Queremos mais.
Nada mais nos satisfaz.
E até o porquê foi esquecido.
Esquecemos até do perigo.
Mas já prevíamos.
"Vamos agitar a procura de um lar"
Mas esquecemos de perceber
Que o lar é seu ser.
sábado, 18 de dezembro de 2010
Analógica
Sinto
E você é tão...
Lar.
Almejo
Apenas
Te encontrar.
E, sim,
Saberei
Que
Encontrei...
Um lugar
Onde ancorar
Minhas pernas,
meus braços.
E não precisarei mais navegar
Em busca de qualquer outro lugar.
Pois aqui
Me senti
Completamente
Protegido.
E, mesmo ferido,
Sei que não passa de um brilho
Que quero pra sempre guardar.
E o calor me protegerá
De qualquer frio
(na barriga)
De agora ou outrora.
Pois te amo
E ao seu lado
Me sinto...
Tanto.
Sem pranto.
E você é tão...
Lar.
Almejo
Apenas
Te encontrar.
E, sim,
Saberei
Que
Encontrei...
Um lugar
Onde ancorar
Minhas pernas,
meus braços.
E não precisarei mais navegar
Em busca de qualquer outro lugar.
Pois aqui
Me senti
Completamente
Protegido.
E, mesmo ferido,
Sei que não passa de um brilho
Que quero pra sempre guardar.
E o calor me protegerá
De qualquer frio
(na barriga)
De agora ou outrora.
Pois te amo
E ao seu lado
Me sinto...
Tanto.
Sem pranto.
sábado, 4 de dezembro de 2010
Utopia do amor imor(t)al
Eu quero que nenhum amor morra,
Suma ou se desfaça.
Eu quero que nenhum amor morra,
Não finja, nem disfarça.
Não quero feridas,
corações partidos
Ou mágoas.
Quero você aqui
Exatamente onde
Meu sentimento deságua.
Não quero que o amor morra
Ou seja pouco louvável.
Não quero que o amor morra
Eu prefiro o infindável.
Choro por novos olhares,
Eles se revelam, intimidade.
E nos becos sórdidos,
Achei o óbvio:
Isto foi longe demais do lógico.
Suma ou se desfaça.
Eu quero que nenhum amor morra,
Não finja, nem disfarça.
Não quero feridas,
corações partidos
Ou mágoas.
Quero você aqui
Exatamente onde
Meu sentimento deságua.
Não quero que o amor morra
Ou seja pouco louvável.
Não quero que o amor morra
Eu prefiro o infindável.
Choro por novos olhares,
Eles se revelam, intimidade.
E nos becos sórdidos,
Achei o óbvio:
Isto foi longe demais do lógico.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
O mar
Estar quase afudando,
mas lembrar dos grãos de areia.
E saber que sempre vai haver onde pisar,
Mesmo no fundo do mar.
E querer que não fosse tão fundo assim.
E se fosse melhor?
Maior?
E se parecesse como a brisa?
Alisa.
E se não precisássemos de chão?
Novos ares, então.
Queria mais que o mar,
Quis sempre o ar.
Sentar e conversar.
Sentar e amar.
Porque se torna tão difícil, mesmo em frente ao mar?
mas lembrar dos grãos de areia.
E saber que sempre vai haver onde pisar,
Mesmo no fundo do mar.
E querer que não fosse tão fundo assim.
E se fosse melhor?
Maior?
E se parecesse como a brisa?
Alisa.
E se não precisássemos de chão?
Novos ares, então.
Queria mais que o mar,
Quis sempre o ar.
Sentar e conversar.
Sentar e amar.
Porque se torna tão difícil, mesmo em frente ao mar?
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Um beijo no olho e outros desperdiçados pelo corpo
O acaso me excita,
A nudez, não.
O prazer me convida,
Deixa então.
Prefiro encontros não planejados.
Cheiro de sorte desperdiçada no ar.
Melhor que o corpo, nu, deitado
É o jeito como fui parar lá.
Os gostos se intesificam
Quando descobrem que venceram o talvez.
Os olhares se inflamam
Querendo prazer, de repente, outra vez.
A nudez, não.
O prazer me convida,
Deixa então.
Prefiro encontros não planejados.
Cheiro de sorte desperdiçada no ar.
Melhor que o corpo, nu, deitado
É o jeito como fui parar lá.
Os gostos se intesificam
Quando descobrem que venceram o talvez.
Os olhares se inflamam
Querendo prazer, de repente, outra vez.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
serosamudanãomudaomundoomundomudarosamuda
serosamudanãomudaomundo
omundomudarosamuda
omundonãofoifeitopratirosa
omundonãofoifeitoportirosamuda
queomundopodemudartambém
masomundonãoentenderosa
masomundonãoteentenderosamuda
queomundopodetemudartambém
seosonhomudanãomudanada
nadamudaosonhomuda.
omundomudarosamuda
omundonãofoifeitopratirosa
omundonãofoifeitoportirosamuda
queomundopodemudartambém
masomundonãoentenderosa
masomundonãoteentenderosamuda
queomundopodetemudartambém
seosonhomudanãomudanada
nadamudaosonhomuda.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Ar
Como se cada minuto fosse vivido como o último.
Suas entranhas fervem e te comem por dentro.
Todo ato é seu último.
E todo respirar...
Se cessa.
E a cada expirar sai de dentro todo o ar velho e cheio de vida de um minuto, vivido com toda força, ao menos por seu corpo.
E o pulmão te pede o ar de outro.
Suas entranhas fervem e te comem por dentro.
Todo ato é seu último.
E todo respirar...
Se cessa.
E a cada expirar sai de dentro todo o ar velho e cheio de vida de um minuto, vivido com toda força, ao menos por seu corpo.
E o pulmão te pede o ar de outro.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
No fim (ou não)
Quando apagam-se as luzes
E os sonhos,
(O escuro é mais unitário
Que o claro)
Os humanos conseguem
Se olhar nos olhos.
(No fim os homens
Podem ser iguais)
E finalmente
Me enxergo igual a você
(Sem poder ver podemos nos amar
Sem pensar, sem julgar)
Sem esperança
E nem nada certo no amanhecer.
(Desesperados
Precisamos de antenção.
E sem saída,
Consultamos o coração)
Me sinto bem no caos
(Por isso o maior bem
Que pra ti desejo
É a sua própria
Desconstrução)
Me sinto igual!
(Não há salvação!!
Só queremos nos reconhecer em alguém
Que possa nos segurar pela mão)
Respiro
Não mais só.
(Quando apagam-se
As luzes de fora
Precisamos acender
O que há por dentro)
Posso ver em seus olhos
Algo pior.
(Não espero nada mais
Não me julgam mais)
(Mas pelo menos agora)
Não há diferença
(Mas pelo menos agora)
Entre o bem e o mal
(Mas pelo menos agora)
Entre o resto e a sobra
Atingimos o limite
De nossa própria
Organização...
E os sonhos,
(O escuro é mais unitário
Que o claro)
Os humanos conseguem
Se olhar nos olhos.
(No fim os homens
Podem ser iguais)
E finalmente
Me enxergo igual a você
(Sem poder ver podemos nos amar
Sem pensar, sem julgar)
Sem esperança
E nem nada certo no amanhecer.
(Desesperados
Precisamos de antenção.
E sem saída,
Consultamos o coração)
Me sinto bem no caos
(Por isso o maior bem
Que pra ti desejo
É a sua própria
Desconstrução)
Me sinto igual!
(Não há salvação!!
Só queremos nos reconhecer em alguém
Que possa nos segurar pela mão)
Respiro
Não mais só.
(Quando apagam-se
As luzes de fora
Precisamos acender
O que há por dentro)
Posso ver em seus olhos
Algo pior.
(Não espero nada mais
Não me julgam mais)
(Mas pelo menos agora)
Não há diferença
(Mas pelo menos agora)
Entre o bem e o mal
(Mas pelo menos agora)
Entre o resto e a sobra
Atingimos o limite
De nossa própria
Organização...
Assinar:
Postagens (Atom)