Saber que ao virar as páginas de seu caderninho recém-comprado em qualquer mercadinho de bairro (ou condomínio), ele irá se deparar com mais e mais folhas em branco.
Esperam apenas existirem e esperam, ansiosamente, serem preenchidas de riscos ou palavras.
Ele admira a capacidade de ser folha em branco e passa a idolatrar aqueles que conseguem viver sem nada, apenas existindo, como folhas em branco e esperam serem escritas ou rabiscadas, mesmo sendo lindos, assim, em branco.
quarta-feira, 16 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
O hardcore nunca vai morrer, mas você vai...
Os parêmetros já foram traçados.
Os caminhos foram escolhidos.
Agora vamos brincar,
Vamos bagunçar,
Vamos dançar,
Vamos criar o caos
Ou o mal.
Vamos matar,
Vamos aproveitar,
Vamos transar.
Vamos não ligar,
Vamos desapegar,
Mas não totalmente.
Nunca consiguiríamos.
Vamos... não mais esperar.
Sim, queremos dançar.
Não queremos cuidar.
Queremos tudo,
Queremos mais.
Nada mais nos satisfaz.
E até o porquê foi esquecido.
Esquecemos até do perigo.
Mas já prevíamos.
"Vamos agitar a procura de um lar"
Mas esquecemos de perceber
Que o lar é seu ser.
Os caminhos foram escolhidos.
Agora vamos brincar,
Vamos bagunçar,
Vamos dançar,
Vamos criar o caos
Ou o mal.
Vamos matar,
Vamos aproveitar,
Vamos transar.
Vamos não ligar,
Vamos desapegar,
Mas não totalmente.
Nunca consiguiríamos.
Vamos... não mais esperar.
Sim, queremos dançar.
Não queremos cuidar.
Queremos tudo,
Queremos mais.
Nada mais nos satisfaz.
E até o porquê foi esquecido.
Esquecemos até do perigo.
Mas já prevíamos.
"Vamos agitar a procura de um lar"
Mas esquecemos de perceber
Que o lar é seu ser.
quarta-feira, 2 de março de 2011
O desapego volta a bater em tua porta, mesmo que não queiras reconhecer o futuro
Acho que algum tipo de sabedoria nasce quando se desiste de julgar as coisas ou pessoas.
E é fato que jamais será conhecido, reconhecido, invetado, merecido ou desejado qualquer previsão, idéia ou relato sobre o futuro em si.
E em si, prefere procurar por ti.
Esquece-se de encontrar a si prórpio e mergulha num daqueles mares profundos e significativos, observados pelas lentes oculares, pupilas e outros corte-caminhos para a alma de outras pessoas.
Gosta, agora, de julgar não mais os outros, e sim a si próprio.
E lhe confere uma carga tão pesada e difícil de carregar, quanto pífia e vazia.
Dificulta seu próprio caminho inventando trejeitos de se reinventar por não estar satisto com sua própria imagem ou modo de vida.
Precisaríamos, então, também nos esquecer. And then, go on.
E tomaríamos um caminho quase impensável, rumo ao desapego.
Assim, nos tornaríamos livres?
Se parassemos de nos preocupar com absolutamente tudo e pudermos até nos apagar de nossa própria memória, seríamos felizes?
Sobrevida ou selvagem?
Comprar ou pagar?
Desejar ou amar?
Parar ou sonhar?
Ter ou desapegar?
Seria tão fácil soltar tudo a que nos prenderam a tanto tempo?
Seria seguro, desejoso?
Ou seria solitário e nos faria sentir desamparados e abandonados?
No fim a melhor opção sempre será tentar parar de notar tanto as coisas.
Desapegar até mesmo de suas opções, opiniões, conceitos, ideologias e crenças, mesmo aquelas não-intencionalmente grudadas em sua mente.
Soltar e deixar de tentar pegar tanto assim.
Só é possível voar assim, permanecendo vazios.
E lá nas nuvens, por sua vez, vai passar e talvez quebrar o próprio arco-irís, e verá que se tornou mais fácil, estar completo.
E é fato que jamais será conhecido, reconhecido, invetado, merecido ou desejado qualquer previsão, idéia ou relato sobre o futuro em si.
E em si, prefere procurar por ti.
Esquece-se de encontrar a si prórpio e mergulha num daqueles mares profundos e significativos, observados pelas lentes oculares, pupilas e outros corte-caminhos para a alma de outras pessoas.
Gosta, agora, de julgar não mais os outros, e sim a si próprio.
E lhe confere uma carga tão pesada e difícil de carregar, quanto pífia e vazia.
Dificulta seu próprio caminho inventando trejeitos de se reinventar por não estar satisto com sua própria imagem ou modo de vida.
Precisaríamos, então, também nos esquecer. And then, go on.
E tomaríamos um caminho quase impensável, rumo ao desapego.
Assim, nos tornaríamos livres?
Se parassemos de nos preocupar com absolutamente tudo e pudermos até nos apagar de nossa própria memória, seríamos felizes?
Sobrevida ou selvagem?
Comprar ou pagar?
Desejar ou amar?
Parar ou sonhar?
Ter ou desapegar?
Seria tão fácil soltar tudo a que nos prenderam a tanto tempo?
Seria seguro, desejoso?
Ou seria solitário e nos faria sentir desamparados e abandonados?
No fim a melhor opção sempre será tentar parar de notar tanto as coisas.
Desapegar até mesmo de suas opções, opiniões, conceitos, ideologias e crenças, mesmo aquelas não-intencionalmente grudadas em sua mente.
Soltar e deixar de tentar pegar tanto assim.
Só é possível voar assim, permanecendo vazios.
E lá nas nuvens, por sua vez, vai passar e talvez quebrar o próprio arco-irís, e verá que se tornou mais fácil, estar completo.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Loucura
O problema dos dias atuais é que, além de estarmos todos loucos, encontramos outros que nos amam e encorajam nossa loucura.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Balbúcios de um coração que insiste em tentar ser pequeno
De repente, percebo que as pétalas daquelas rosas vermelhas, que me deste para mostrar a cor rubra e intensa de sua paixão, tem o mesmo toque sedoso, macio, acalentador, suave e liso da sua pele.
Gosto de perceber acasos loucos que me trazem até aqui.
Adoro lembrar das tardes e dos óculos como sonhos cinematográficos que gravaram em nossa memória para sempre.
Titubear é verbo velho e ultrapassado que não encaixa mais em parte alguma, entre nós.
Te tenho por inteira.
E saber que o toque da sua pele, o qual a rosa me fez recordar, pode ser tão simples e acessível como saber que poderei talvez tocar outras rosas, enquanto elas se encontram no mesmo vaso.
E posso sofrer a angústia do talvez, por ter mais opiniões...
E gosto de pensar naquele antigo amor.
E em como ele era calmo, terno, seguro, clichê e delicioso.
Mas em como, principalmente, ele se tornara chato após alguns anos de convivência e romantismo.
Mas a ternura nele me atraia.
E talvez, hoje eu não seja tão romântico por motivos que passam perto da inocência, perdida outrora.
Gosto de perceber acasos loucos que me trazem até aqui.
Adoro lembrar das tardes e dos óculos como sonhos cinematográficos que gravaram em nossa memória para sempre.
Titubear é verbo velho e ultrapassado que não encaixa mais em parte alguma, entre nós.
Te tenho por inteira.
E saber que o toque da sua pele, o qual a rosa me fez recordar, pode ser tão simples e acessível como saber que poderei talvez tocar outras rosas, enquanto elas se encontram no mesmo vaso.
E posso sofrer a angústia do talvez, por ter mais opiniões...
E gosto de pensar naquele antigo amor.
E em como ele era calmo, terno, seguro, clichê e delicioso.
Mas em como, principalmente, ele se tornara chato após alguns anos de convivência e romantismo.
Mas a ternura nele me atraia.
E talvez, hoje eu não seja tão romântico por motivos que passam perto da inocência, perdida outrora.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Palavras Soletradas
Seu olhar...
Ah...!
Cabeiça abaixada,
Olhar levantado.
Fitando,
Perguntando,
Acalmando.
Sinto-me tardio.
Por não ter evaziado antes.
E gela o sangue.
Deixa o estômago vazio.
Faz e atrai
Olhar.
Parar (de)
Explicar.
Sem palavras soletradas.
Espero deixar
Palavras serem só palavras
E ditá-las
Sem esperar.
Ah...!
Cabeiça abaixada,
Olhar levantado.
Fitando,
Perguntando,
Acalmando.
Sinto-me tardio.
Por não ter evaziado antes.
E gela o sangue.
Deixa o estômago vazio.
Faz e atrai
Olhar.
Parar (de)
Explicar.
Sem palavras soletradas.
Espero deixar
Palavras serem só palavras
E ditá-las
Sem esperar.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
De vez em quando se batem comigo nas festas e percebem que estou lá.
E saber que os otários são sempre os mais sinceros e que acreditam nas pessoas.
Isso me faz pensar que hoje em dia todo gênio que deseje viver de sua criatividade, deve ser, no mínimo, engraçado.
E assim, vivemos num mundo de palhaços-de-festas-de-criança, daqueles com maquiagem de tinta guache e com a testa sempre suada.
Aprecia-se os filhos-da-puta.
Admira-se a mentira. E sim, a verdade quase sempre causa repúdio e faz os plausíveis se sentirem culpados e se esconderem.
Mas essa culpa, quando divertida ou engraçada, gera frutos, vale dinheiro e prestígio tardio.
E os palhaços sempre assustam os inocentes e as crianças. Principalmente aqueles que nos passam angústia e medo no olhar.
P.s.: Escrito em Novembro de 2010
Isso me faz pensar que hoje em dia todo gênio que deseje viver de sua criatividade, deve ser, no mínimo, engraçado.
E assim, vivemos num mundo de palhaços-de-festas-de-criança, daqueles com maquiagem de tinta guache e com a testa sempre suada.
Aprecia-se os filhos-da-puta.
Admira-se a mentira. E sim, a verdade quase sempre causa repúdio e faz os plausíveis se sentirem culpados e se esconderem.
Mas essa culpa, quando divertida ou engraçada, gera frutos, vale dinheiro e prestígio tardio.
E os palhaços sempre assustam os inocentes e as crianças. Principalmente aqueles que nos passam angústia e medo no olhar.
P.s.: Escrito em Novembro de 2010
sábado, 18 de dezembro de 2010
Analógica
Sinto
E você é tão...
Lar.
Almejo
Apenas
Te encontrar.
E, sim,
Saberei
Que
Encontrei...
Um lugar
Onde ancorar
Minhas pernas,
meus braços.
E não precisarei mais navegar
Em busca de qualquer outro lugar.
Pois aqui
Me senti
Completamente
Protegido.
E, mesmo ferido,
Sei que não passa de um brilho
Que quero pra sempre guardar.
E o calor me protegerá
De qualquer frio
(na barriga)
De agora ou outrora.
Pois te amo
E ao seu lado
Me sinto...
Tanto.
Sem pranto.
E você é tão...
Lar.
Almejo
Apenas
Te encontrar.
E, sim,
Saberei
Que
Encontrei...
Um lugar
Onde ancorar
Minhas pernas,
meus braços.
E não precisarei mais navegar
Em busca de qualquer outro lugar.
Pois aqui
Me senti
Completamente
Protegido.
E, mesmo ferido,
Sei que não passa de um brilho
Que quero pra sempre guardar.
E o calor me protegerá
De qualquer frio
(na barriga)
De agora ou outrora.
Pois te amo
E ao seu lado
Me sinto...
Tanto.
Sem pranto.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Corações, Caixas e Trogloditas
Era um dia frio, a chuva caia e eu estava sentado na escada do colégio escrevendo aquele velho diário que me ajudava a ser eu mesmo.
E naqueles dias, naquelas últimas 10 ou 20 páginas, só haviam palavras sobre ela.
Sobre o vento que batia nos seus cabelos pretos e os fazia voar sobre seu rosto, escondendo seu olhar e alisando seus lábios.
Sobre o modo como a farda lhe caia perfeitamente bem, como que um tecido de seda.
Sobre como o ar a sua volta parecia bem mais perfumado.
No caderno, também haviam desenhos.
Corações e caixas.
Nas caixas eu me encontrava, sempre com medo do que podia encontrar fora delas.
Nos corações, apenas ela.
Enquanto escrevia e desenhava. A olhava a alguns metros de distância.
A via feliz, sorridente. Rodeada de amigas, tão ou mais bonitas que ela.
E via também vários pretendentes. Que, diferente de mim, tinham mais coragem.
E iriam falar com ela, cara a cara.
Por um momento eu quis ser como eles.
Mas sempre acabava da mesma forma.
Ela lhes dava a chance e eles lhe davam lágrimas em troca.
Eu não conseguia entender porque ela não aprendia.
Porque ela não examinava e percebia que meninos corajosos demais, fortes demais, bonitos demais ou perfeitos demais, não se preocupavam com ela e sim com eles próprios?
Porque ela se deixava ser acalentada por outro quase igual ao que acabara de magoá-la?
Eu não entendia e passei anos a estudar isso.
Resolvi um dia perguntar.
Sim, eu a amava, mas não iria me declarar, iria simplesmente perguntar o porque ela gostava de sofrer sempre os mesmos pesares, só para estar com um deles.
Juntei todo o resto da minha coragem e fui, firme e determinado.
Ao chegar nela ela olha nos meus óculos e me dá um sorriso amarelo, olha para o lado e acena com o braço.
Um daqueles trogloditas, o atual, vem e sem falar nada me dá um soco no rosto.
Depois a agarra pela cintura e olhando com desprezo para o chão, onde eu me encontrava, me diz apenas:
- Tá maluco idiota? Vai querer falar com a minha menina?
Olha pra ela e lhe dá um beijo, aperta ela com força na cintura e saem caçoando de mim.
Apanho meus óculos quebrados, ponho no rosto e levanto, entendendo um pouco mais sobre aquela relação doentia.
Ela precisava se sentir protegida.
Ele precisava marcar seu território.
Enquanto eu só precisava de amor.
E naqueles dias, naquelas últimas 10 ou 20 páginas, só haviam palavras sobre ela.
Sobre o vento que batia nos seus cabelos pretos e os fazia voar sobre seu rosto, escondendo seu olhar e alisando seus lábios.
Sobre o modo como a farda lhe caia perfeitamente bem, como que um tecido de seda.
Sobre como o ar a sua volta parecia bem mais perfumado.
No caderno, também haviam desenhos.
Corações e caixas.
Nas caixas eu me encontrava, sempre com medo do que podia encontrar fora delas.
Nos corações, apenas ela.
Enquanto escrevia e desenhava. A olhava a alguns metros de distância.
A via feliz, sorridente. Rodeada de amigas, tão ou mais bonitas que ela.
E via também vários pretendentes. Que, diferente de mim, tinham mais coragem.
E iriam falar com ela, cara a cara.
Por um momento eu quis ser como eles.
Mas sempre acabava da mesma forma.
Ela lhes dava a chance e eles lhe davam lágrimas em troca.
Eu não conseguia entender porque ela não aprendia.
Porque ela não examinava e percebia que meninos corajosos demais, fortes demais, bonitos demais ou perfeitos demais, não se preocupavam com ela e sim com eles próprios?
Porque ela se deixava ser acalentada por outro quase igual ao que acabara de magoá-la?
Eu não entendia e passei anos a estudar isso.
Resolvi um dia perguntar.
Sim, eu a amava, mas não iria me declarar, iria simplesmente perguntar o porque ela gostava de sofrer sempre os mesmos pesares, só para estar com um deles.
Juntei todo o resto da minha coragem e fui, firme e determinado.
Ao chegar nela ela olha nos meus óculos e me dá um sorriso amarelo, olha para o lado e acena com o braço.
Um daqueles trogloditas, o atual, vem e sem falar nada me dá um soco no rosto.
Depois a agarra pela cintura e olhando com desprezo para o chão, onde eu me encontrava, me diz apenas:
- Tá maluco idiota? Vai querer falar com a minha menina?
Olha pra ela e lhe dá um beijo, aperta ela com força na cintura e saem caçoando de mim.
Apanho meus óculos quebrados, ponho no rosto e levanto, entendendo um pouco mais sobre aquela relação doentia.
Ela precisava se sentir protegida.
Ele precisava marcar seu território.
Enquanto eu só precisava de amor.
sábado, 4 de dezembro de 2010
Utopia do amor imor(t)al
Eu quero que nenhum amor morra,
Suma ou se desfaça.
Eu quero que nenhum amor morra,
Não finja, nem disfarça.
Não quero feridas,
corações partidos
Ou mágoas.
Quero você aqui
Exatamente onde
Meu sentimento deságua.
Não quero que o amor morra
Ou seja pouco louvável.
Não quero que o amor morra
Eu prefiro o infindável.
Choro por novos olhares,
Eles se revelam, intimidade.
E nos becos sórdidos,
Achei o óbvio:
Isto foi longe demais do lógico.
Suma ou se desfaça.
Eu quero que nenhum amor morra,
Não finja, nem disfarça.
Não quero feridas,
corações partidos
Ou mágoas.
Quero você aqui
Exatamente onde
Meu sentimento deságua.
Não quero que o amor morra
Ou seja pouco louvável.
Não quero que o amor morra
Eu prefiro o infindável.
Choro por novos olhares,
Eles se revelam, intimidade.
E nos becos sórdidos,
Achei o óbvio:
Isto foi longe demais do lógico.
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