terça-feira, 27 de abril de 2010
formspring.me
Isso é apenas uma dança do acasalamento moderna, silenciosa e inútil... http://formspring.me/heykairo
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Dúvida!?
Hoje apareceu um "É" pequenino no topo, bem no meio, da tela da TV. Ele era verde-limão, daquela cor do "Volume", sabe?
Eu desliguei a televisão.
Liguei de novo a TV, uns dez minutos depois, foi o que suportei, sem ver aquele "É" pequenininho.
E ele estava lá de novo. Verdade, juro.
Na programação normal, tinha um cara, falando que a mulher dele já lhe trocou as fraldas, por que ele tinha uma doença, eu acho.
Chorei.
É.
Ele, o "É" da TV me dizia que "É" isso mesmo que eu estou pensando.
E te mandei uma mensagem, pouquíssimo tempo atrás, a uns 20 minutos. Dizia apenas que eu faria qualquer coisa por um abraço-beijo seu.
Mas essa palavra não existe, é o que você vai dizer, amanhã, ou depois.
E era verdade.
E se a recíproca fosse verdadeira, talvez poderíamos conhecer a felicidade.
Mas a felicidade não existe, só a conformação.
E eu odeio me conformar.
É outra vez.
Vamos tentar para sempre?
VAI PASSAR?
Opa, desculpa a caixa alta. Me exalto às vezes.
Não, dessa vez você se recusa a responder.
É eu deveria pensar.
Acho que já pensei. Só preciso de você, mas sabe, acho que não é a hora.
É sabe, na verdade o "É" não quer dizer nada e eu estou perdendo meu tempo aqui.
Nunca chegamos a lugar nenhum mesmo.
De que adianta eu continuar dizendo que quero ficar bem com você.
(É, eu quero ficar bem com você).
Mas preciso primeiro abrir seus olhos.
Talvez você não queira minha ajuda, insistir é chato. E eu sou chato.
Mas tô começando a pensar, talvez pela segunda vez.
É melhor nos separarmos.
Se você quiser ajuda, vai encontar outra pessoa, que te ajude mais, talvez um profissional, ou não.
Já que não queres a minha.
É não queres (ser) a minha.
Mas espero, no dia que você perceber, com 100% de alma, tudo que te falei, que você me procure.
Ou quem sabe eu consiga te ajudar de outra maneira, como amigo, sempre por perto, um mesmo-diferente tipo de amor.
É, eu te amo.
É o que me deixa bem, e me mantêm é a possibilidade de estar com você um dia, ao seu lado, de verdade e fazer parte dessa sua confusa cabeçinha.
É o "É" quase me ajudou.
E agora ele acaba de sumir.
Ou não.
Eu desliguei a televisão.
Liguei de novo a TV, uns dez minutos depois, foi o que suportei, sem ver aquele "É" pequenininho.
E ele estava lá de novo. Verdade, juro.
Na programação normal, tinha um cara, falando que a mulher dele já lhe trocou as fraldas, por que ele tinha uma doença, eu acho.
Chorei.
É.
Ele, o "É" da TV me dizia que "É" isso mesmo que eu estou pensando.
E te mandei uma mensagem, pouquíssimo tempo atrás, a uns 20 minutos. Dizia apenas que eu faria qualquer coisa por um abraço-beijo seu.
Mas essa palavra não existe, é o que você vai dizer, amanhã, ou depois.
E era verdade.
E se a recíproca fosse verdadeira, talvez poderíamos conhecer a felicidade.
Mas a felicidade não existe, só a conformação.
E eu odeio me conformar.
É outra vez.
Vamos tentar para sempre?
VAI PASSAR?
Opa, desculpa a caixa alta. Me exalto às vezes.
Não, dessa vez você se recusa a responder.
É eu deveria pensar.
Acho que já pensei. Só preciso de você, mas sabe, acho que não é a hora.
É sabe, na verdade o "É" não quer dizer nada e eu estou perdendo meu tempo aqui.
Nunca chegamos a lugar nenhum mesmo.
De que adianta eu continuar dizendo que quero ficar bem com você.
(É, eu quero ficar bem com você).
Mas preciso primeiro abrir seus olhos.
Talvez você não queira minha ajuda, insistir é chato. E eu sou chato.
Mas tô começando a pensar, talvez pela segunda vez.
É melhor nos separarmos.
Se você quiser ajuda, vai encontar outra pessoa, que te ajude mais, talvez um profissional, ou não.
Já que não queres a minha.
É não queres (ser) a minha.
Mas espero, no dia que você perceber, com 100% de alma, tudo que te falei, que você me procure.
Ou quem sabe eu consiga te ajudar de outra maneira, como amigo, sempre por perto, um mesmo-diferente tipo de amor.
É, eu te amo.
É o que me deixa bem, e me mantêm é a possibilidade de estar com você um dia, ao seu lado, de verdade e fazer parte dessa sua confusa cabeçinha.
É o "É" quase me ajudou.
E agora ele acaba de sumir.
Ou não.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Não venha me falar de muita manteiga no pão
Eu estava na mesa de jantar, e eles sempre estavam lá, me olhando, tão mortos. Cansados e quase acreditando na felicidade.
Eu queria apenas sair daquilo, comer rápido. Nunca admirei muito o clássico. O certo.
E a imagem da segurança estava ali.
A rotina lhes fazia bem. Eles planejavam, sempre. Gostavam das suas promessas de vida. E às vezes a dos outros também.
Ah, sim claro, a mesa era redonda, todos quase colados. Era engraçado.
E sim, eles me impediam de comer.
"Lesbianismo é uma palavra tão linda". Isso me vinha à cabeça.
Eu geralmente não falava nada, e esperava o tempo passar.
Esperava o dia que eu poderia falar.
Mal sabia eu que depois de um tempo eu teria esse poder de falar, eu podia continuar com o lesbianismo na cabeça e que, além disso, eu estaria totalmente, isoladamente e particularmente só.
Será esse o preço de querer um pouco mais de manteiga no pão e poder desfrutar de tudo completamnete, sem restrições ou medos tolos do amanhã?
Eu queria apenas sair daquilo, comer rápido. Nunca admirei muito o clássico. O certo.
E a imagem da segurança estava ali.
A rotina lhes fazia bem. Eles planejavam, sempre. Gostavam das suas promessas de vida. E às vezes a dos outros também.
Ah, sim claro, a mesa era redonda, todos quase colados. Era engraçado.
E sim, eles me impediam de comer.
"Lesbianismo é uma palavra tão linda". Isso me vinha à cabeça.
Eu geralmente não falava nada, e esperava o tempo passar.
Esperava o dia que eu poderia falar.
Mal sabia eu que depois de um tempo eu teria esse poder de falar, eu podia continuar com o lesbianismo na cabeça e que, além disso, eu estaria totalmente, isoladamente e particularmente só.
Será esse o preço de querer um pouco mais de manteiga no pão e poder desfrutar de tudo completamnete, sem restrições ou medos tolos do amanhã?
quinta-feira, 15 de abril de 2010
No fim (ou não)
Quando apagam-se as luzes
E os sonhos,
(O escuro é mais unitário
Que o claro)
Os humanos conseguem
Se olhar nos olhos.
(No fim os homens
Podem ser iguais)
E finalmente
Me enxergo igual a você
(Sem poder ver podemos nos amar
Sem pensar, sem julgar)
Sem esperança
E nem nada certo no amanhecer.
(Desesperados
Precisamos de antenção.
E sem saída,
Consultamos o coração)
Me sinto bem no caos
(Por isso o maior bem
Que pra ti desejo
É a sua própria
Desconstrução)
Me sinto igual!
(Não há salvação!!
Só queremos nos reconhecer em alguém
Que possa nos segurar pela mão)
Respiro
Não mais só.
(Quando apagam-se
As luzes de fora
Precisamos acender
O que há por dentro)
Posso ver em seus olhos
Algo pior.
(Não espero nada mais
Não me julgam mais)
(Mas pelo menos agora)
Não há diferença
(Mas pelo menos agora)
Entre o bem e o mal
(Mas pelo menos agora)
Entre o resto e a sobra
Atingimos o limite
De nossa própria
Organização...
E os sonhos,
(O escuro é mais unitário
Que o claro)
Os humanos conseguem
Se olhar nos olhos.
(No fim os homens
Podem ser iguais)
E finalmente
Me enxergo igual a você
(Sem poder ver podemos nos amar
Sem pensar, sem julgar)
Sem esperança
E nem nada certo no amanhecer.
(Desesperados
Precisamos de antenção.
E sem saída,
Consultamos o coração)
Me sinto bem no caos
(Por isso o maior bem
Que pra ti desejo
É a sua própria
Desconstrução)
Me sinto igual!
(Não há salvação!!
Só queremos nos reconhecer em alguém
Que possa nos segurar pela mão)
Respiro
Não mais só.
(Quando apagam-se
As luzes de fora
Precisamos acender
O que há por dentro)
Posso ver em seus olhos
Algo pior.
(Não espero nada mais
Não me julgam mais)
(Mas pelo menos agora)
Não há diferença
(Mas pelo menos agora)
Entre o bem e o mal
(Mas pelo menos agora)
Entre o resto e a sobra
Atingimos o limite
De nossa própria
Organização...
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Me apaixonei pela única pessoa, que não pude influenciar
Nasci assim, sempre que quis, pude modelar o pensamento, crença, vontade ou simples devaneio, de qualquer pessoa, que eu conseguisse conversar.
Era como um poder mágico, parecia sobrenatural, mas no fundo era só uma questão de analise.
Ao conhecer, ou ver qualquer pessoa que me despertasse o interesse de mudá-la, eu a olhava e estudava por completo. Por isso era bem calado. Eu sempre preferi observar.
E olhando de verdade uma pessoa, é fácil descobrir todos os seus segredos, medos, ou simples teimosias.
Olhar de verdade, é não precisar perguntar nada.
Sempre achei melhor fazer isto, antes de me relacionar com qualquer pessoa.
Era solitário, mas valia a pena.
Eu podia, transformar a cabeça de qualquer pessoa, numa coisa que me agradasse.
Era puro e nojento, fazer isso.
Mas eu continuava, afinal, não era qualquer um que podia, fazer o que faço.
Pude dominar todos que quis.
Mas nunca quis muito.
E da única vez que quis de verdade, não pude fazer.
Conheci, um tempo atrás uma menina.
Ela era frágil, pequena, e esquiva.
Parecia fácil mudar tudo dentro dela.
Mas não me apresentei. E relamente vi potencial nela. Pude vê-la ao meu lado, mudando o mundo (ou coisa assim), bastava apenas falar-lhe. E, eu sei, conseguiria tudo que quisesse, com ela, como antes, conseguia com todas pessoas.
Dias passaram. Meses, acho, também passaram.
Todo dia era mágico, só observá-la.
E era engraçado, eu via que ela era tudo que eu precisava naquele momento, bastava mudar pouquíssimas coisas dentro daquela pequena cabeça.
Falei-lhe:
- És o que procuro. Venha aqui, agora.
Ela me olhou com olhos de vidro. Vidro quase espelhado. E nessa hora pude perceber. Ela me ouviu, mas não parecia dominada por minhas palavras. Estranho.
- Não, ela respondeu e me virou as costas.
Bastou isso.
Me apaixonei completamente.
Ela era a única pessoa no mundo, que parecia não ser afetada por mim. Era lindo, ver isso.
Era como se eu fosse o que eu sempre pensei ser. Nada.
Eu era comum. Hipócrita, frágil e idiota como todo mundo.
E era bom saber disso.
Mas ela veio.
E eu tive medo. Foi estranho tentar me relacionar com alguém que eu sabia, não estava hipnotizado, louco, ou suscetível a meus pensamentos.
Eu estava nu na frente dela.
E eu estava morrendo de vergonha, por ela poder ver tudo, tudo o que relamente sou e escondi por anos, atrás dessa minha mania de mudar o pensamento dos outros.
Eu só fazia esconder-me, e ela me mostrou tudo de podre que eu era em apenas um olhar e um gesto.
Me beijou, como se eu pudesse a fazer feliz.
Aquilo me aterrorizou, me paralizou, na frente dela. Com os olhos colados, com aqueles olhos de vidro lindos, tranquilos e doces dela.
Louco, fugi.
Fugi e fiz toda questão do mundo, de fugir para um lugar onde não poderia ver ninguém. Nada vivo ou com consciência por perto.
E pude pensar.
Demorei alguns anos, e pensei que não voltaria. Nunca mais botaria meus pés em uma daquelas bolhas de pensamentos vazios, que chamam de sociedade.
Pensei que apesar de poder ter quase tudo, era inútil, pois sempre iria de haver uma pessoa que não seria influenciada por mim.
E que me fez cair de joelhos por ela.
Me apaixonei pela única pessoa, que não pude influenciar.
E então resolvi deixar de existir.
Era como um poder mágico, parecia sobrenatural, mas no fundo era só uma questão de analise.
Ao conhecer, ou ver qualquer pessoa que me despertasse o interesse de mudá-la, eu a olhava e estudava por completo. Por isso era bem calado. Eu sempre preferi observar.
E olhando de verdade uma pessoa, é fácil descobrir todos os seus segredos, medos, ou simples teimosias.
Olhar de verdade, é não precisar perguntar nada.
Sempre achei melhor fazer isto, antes de me relacionar com qualquer pessoa.
Era solitário, mas valia a pena.
Eu podia, transformar a cabeça de qualquer pessoa, numa coisa que me agradasse.
Era puro e nojento, fazer isso.
Mas eu continuava, afinal, não era qualquer um que podia, fazer o que faço.
Pude dominar todos que quis.
Mas nunca quis muito.
E da única vez que quis de verdade, não pude fazer.
Conheci, um tempo atrás uma menina.
Ela era frágil, pequena, e esquiva.
Parecia fácil mudar tudo dentro dela.
Mas não me apresentei. E relamente vi potencial nela. Pude vê-la ao meu lado, mudando o mundo (ou coisa assim), bastava apenas falar-lhe. E, eu sei, conseguiria tudo que quisesse, com ela, como antes, conseguia com todas pessoas.
Dias passaram. Meses, acho, também passaram.
Todo dia era mágico, só observá-la.
E era engraçado, eu via que ela era tudo que eu precisava naquele momento, bastava mudar pouquíssimas coisas dentro daquela pequena cabeça.
Falei-lhe:
- És o que procuro. Venha aqui, agora.
Ela me olhou com olhos de vidro. Vidro quase espelhado. E nessa hora pude perceber. Ela me ouviu, mas não parecia dominada por minhas palavras. Estranho.
- Não, ela respondeu e me virou as costas.
Bastou isso.
Me apaixonei completamente.
Ela era a única pessoa no mundo, que parecia não ser afetada por mim. Era lindo, ver isso.
Era como se eu fosse o que eu sempre pensei ser. Nada.
Eu era comum. Hipócrita, frágil e idiota como todo mundo.
E era bom saber disso.
Mas ela veio.
E eu tive medo. Foi estranho tentar me relacionar com alguém que eu sabia, não estava hipnotizado, louco, ou suscetível a meus pensamentos.
Eu estava nu na frente dela.
E eu estava morrendo de vergonha, por ela poder ver tudo, tudo o que relamente sou e escondi por anos, atrás dessa minha mania de mudar o pensamento dos outros.
Eu só fazia esconder-me, e ela me mostrou tudo de podre que eu era em apenas um olhar e um gesto.
Me beijou, como se eu pudesse a fazer feliz.
Aquilo me aterrorizou, me paralizou, na frente dela. Com os olhos colados, com aqueles olhos de vidro lindos, tranquilos e doces dela.
Louco, fugi.
Fugi e fiz toda questão do mundo, de fugir para um lugar onde não poderia ver ninguém. Nada vivo ou com consciência por perto.
E pude pensar.
Demorei alguns anos, e pensei que não voltaria. Nunca mais botaria meus pés em uma daquelas bolhas de pensamentos vazios, que chamam de sociedade.
Pensei que apesar de poder ter quase tudo, era inútil, pois sempre iria de haver uma pessoa que não seria influenciada por mim.
E que me fez cair de joelhos por ela.
Me apaixonei pela única pessoa, que não pude influenciar.
E então resolvi deixar de existir.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Óculos escuros te protegem disto
As pessoas que você vê na rua
Não se pode saber o que pensam
Elas podem querer você
Podem até te olhar nos olhos
E você nunca vai conseguir vê-la
Fácil
Tentar adivinhar
Julgar pelo olhar
E a alma, apesar de pura
Pode estar um pouco suja
E sujeira se esconde
Em baixo do tapete
Ou atrás dos olhos
Igual aos olhos que as viu
No começo
Não se pode saber o que pensam
Elas podem querer você
Podem até te olhar nos olhos
E você nunca vai conseguir vê-la
Fácil
Tentar adivinhar
Julgar pelo olhar
E a alma, apesar de pura
Pode estar um pouco suja
E sujeira se esconde
Em baixo do tapete
Ou atrás dos olhos
Igual aos olhos que as viu
No começo
terça-feira, 16 de março de 2010
pequenas revoluções (ou coisa assim...)
Não falarei de coisas grandes,
pois estão longe demais de mim.
Não falarei de grandes revoluções,
pois destas eu não fiz parte.
Não falarei do rock,
pois dizem, está morto.
Não falarei do velho,
pois ele não existe.
Não falarei muito,
pois até minhas palavras são pequenas...
pois estão longe demais de mim.
Não falarei de grandes revoluções,
pois destas eu não fiz parte.
Não falarei do rock,
pois dizem, está morto.
Não falarei do velho,
pois ele não existe.
Não falarei muito,
pois até minhas palavras são pequenas...
quinta-feira, 11 de março de 2010
Sobre as Estrelas e o Amor
Eu não posso amar uma estrela só.
Elas são muitas.
E todas elas são tão lindas.
Eu preciso amar todas as estrelas.
Eu preciso tentar, pelo menos, olhar pra todas as estrelas.
Na verdade,
Eu posso amar sem tocar?
Elas são muitas.
E todas elas são tão lindas.
Eu preciso amar todas as estrelas.
Eu preciso tentar, pelo menos, olhar pra todas as estrelas.
Na verdade,
Eu posso amar sem tocar?
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Apenas uma carta de amor
Isso é apenas uma carta de amor.
Não pense que isso vá mudar sua vida, ou te fazer largar tudo e se entregar totalmente para mim.
Esta não é minha intenção.
Qual poderia ser a única intenção de uma carta de amor? Expressar, ou mostrar o que estou sentindo.
Sabe aquela sensação de acordar, olhar para o lado, ver olhos intensamente mergulhados nos seus e perceber que nada, pode ser superior a segurança e a profundeza desse olhar sincero?
Sabe o medo que dá de não poder ver este olhar todos os dias da minha vida?
Estou aterrorizado.
Minha vida não tem sido a mesma.
Estou perdido. Olho, procuro, procuro e não consigo ver nada parecido com aquele olhar matutino.
E esse olhar parece cada vez mais distante de mim. De nós.E eu não sei como fazer pra recuperar.
Preciso deste olhar. TODOS OS INFELIZES DIAS DA MINHA VIDA. EU PRECISO DESTE OLHAR.
Eu preciso de uma razão para estar de pé amanhã.
Sei que não se pede amor.
Mas posso te pedir esse olhar?
Só mais uma noite, só mais um amanhecer ao teu lado. Só para eu poder ver este olhar novamente. E, pelo menos, poder lembrar dele perfeitamente.
Sinto um vazio.
Não gosto de nada vazio.
Ou é cheio, ou é cheio.
Ou é 100% ou não é.
Odeio isso que esta acontecendo.
Precisava te dizer isso.
Odeio ter que te pedir desculpas, odeio ter que te tratar como minha mãe. Odeio não ser seu amigo.
Odeio não poder me abrir totalmente com você, como era antes.
Mas posso explicar.Eu tenho medo. É exatamente o mesmo medo que você sente.
Eu também sinto ele e nunca tive como te dizer.
Eu sinto o mesmo que você.O meu medo, é o medo dos tímidos.
Tenho medo demais de me mostrar.
Medo demais.
Não consigo me mostrar pra ninguém.
Ninguém que eu não tenha certeza absoluta que não me ridicularizará.
Ninguém que eu não sinta 100% de segurança de abrir totalmente meu coração e contar todas as podreiras, todas as nojeiras, todos os pensamentos loucos, todas as esperanças utópicas. E não receber uma cara feia em troca, um "sai pra lá", uma ridicularização, ou o pior: um simples e sonoro, silêncio.
Só posso me abrir pra quem eu saiba que não vai embora.
Só consigo me abrir para aquele que não vá embora, pra aquele que não vá direto contar para todos os outros, a pessoa egoísta, pequena, louca, triste, incrédula, mas única que sou.
Não posso correr o risco de estar sozinho de novo.
O resto do mundo não pode me conhecer. Não totalmente. Eles não me entendem. Eles viriam atrás de mim de novo. Me excluiriam de novo. E eu não posso ficar sozinho.
Não, eu não consigo.
Eu só digo que amo uma pessoa, quando eu sei que para esta pessoa, eu posso ser eu mesmo, possa não ter vergonha, sem nunca me preocupar.
E você não esta me dando mais essa certeza.
E eu preciso de você.
Preciso daquele olhar sincero pelo menos mais uma vez.
Me deixa ser seu namorado por apenas uma noite mais?
Me deixa ser seu amigo, seu amante, seu amor por apenas mais uma noite.
Me aguenta só uma noite a mais?
Não foge.
Não me deixa com medo e sozinho.
Não conta pra ninguém sobre mim.
Não deixa eles continuarem me odiando. Não.
Me ajuda.
Me mostra como é bom estar aqui e vivo.
Como é bom amanhecer.
Eu sempre acreditei em você. Ainda acredito, mas meu medo só faz crescer.
E como a toda pessoa introvertida.
O medo me domina, como domina a você.
E eu tenho medo de ficar sozinho.
Não posso continuar me abrindo, me rasgando, me escancarando para alguém que possa me deixar. Só.
Por tudo,
Eu te amo, de amor, o único que existe.
Esse mesmo, louco e sem lógica alguma.
Seja sincera. E por favor, me responda esta carta.
Um olhar sincero, mas muito mais longe do que eu queria estar de você, neste exato momento, talvez.
p.s.: como todo covarde, me despeço, desculpando-me: me perdoe qualquer coisa.
Não pense que isso vá mudar sua vida, ou te fazer largar tudo e se entregar totalmente para mim.
Esta não é minha intenção.
Qual poderia ser a única intenção de uma carta de amor? Expressar, ou mostrar o que estou sentindo.
Sabe aquela sensação de acordar, olhar para o lado, ver olhos intensamente mergulhados nos seus e perceber que nada, pode ser superior a segurança e a profundeza desse olhar sincero?
Sabe o medo que dá de não poder ver este olhar todos os dias da minha vida?
Estou aterrorizado.
Minha vida não tem sido a mesma.
Estou perdido. Olho, procuro, procuro e não consigo ver nada parecido com aquele olhar matutino.
E esse olhar parece cada vez mais distante de mim. De nós.E eu não sei como fazer pra recuperar.
Preciso deste olhar. TODOS OS INFELIZES DIAS DA MINHA VIDA. EU PRECISO DESTE OLHAR.
Eu preciso de uma razão para estar de pé amanhã.
Sei que não se pede amor.
Mas posso te pedir esse olhar?
Só mais uma noite, só mais um amanhecer ao teu lado. Só para eu poder ver este olhar novamente. E, pelo menos, poder lembrar dele perfeitamente.
Sinto um vazio.
Não gosto de nada vazio.
Ou é cheio, ou é cheio.
Ou é 100% ou não é.
Odeio isso que esta acontecendo.
Precisava te dizer isso.
Odeio ter que te pedir desculpas, odeio ter que te tratar como minha mãe. Odeio não ser seu amigo.
Odeio não poder me abrir totalmente com você, como era antes.
Mas posso explicar.Eu tenho medo. É exatamente o mesmo medo que você sente.
Eu também sinto ele e nunca tive como te dizer.
Eu sinto o mesmo que você.O meu medo, é o medo dos tímidos.
Tenho medo demais de me mostrar.
Medo demais.
Não consigo me mostrar pra ninguém.
Ninguém que eu não tenha certeza absoluta que não me ridicularizará.
Ninguém que eu não sinta 100% de segurança de abrir totalmente meu coração e contar todas as podreiras, todas as nojeiras, todos os pensamentos loucos, todas as esperanças utópicas. E não receber uma cara feia em troca, um "sai pra lá", uma ridicularização, ou o pior: um simples e sonoro, silêncio.
Só posso me abrir pra quem eu saiba que não vai embora.
Só consigo me abrir para aquele que não vá embora, pra aquele que não vá direto contar para todos os outros, a pessoa egoísta, pequena, louca, triste, incrédula, mas única que sou.
Não posso correr o risco de estar sozinho de novo.
O resto do mundo não pode me conhecer. Não totalmente. Eles não me entendem. Eles viriam atrás de mim de novo. Me excluiriam de novo. E eu não posso ficar sozinho.
Não, eu não consigo.
Eu só digo que amo uma pessoa, quando eu sei que para esta pessoa, eu posso ser eu mesmo, possa não ter vergonha, sem nunca me preocupar.
E você não esta me dando mais essa certeza.
E eu preciso de você.
Preciso daquele olhar sincero pelo menos mais uma vez.
Me deixa ser seu namorado por apenas uma noite mais?
Me deixa ser seu amigo, seu amante, seu amor por apenas mais uma noite.
Me aguenta só uma noite a mais?
Não foge.
Não me deixa com medo e sozinho.
Não conta pra ninguém sobre mim.
Não deixa eles continuarem me odiando. Não.
Me ajuda.
Me mostra como é bom estar aqui e vivo.
Como é bom amanhecer.
Eu sempre acreditei em você. Ainda acredito, mas meu medo só faz crescer.
E como a toda pessoa introvertida.
O medo me domina, como domina a você.
E eu tenho medo de ficar sozinho.
Não posso continuar me abrindo, me rasgando, me escancarando para alguém que possa me deixar. Só.
Por tudo,
Eu te amo, de amor, o único que existe.
Esse mesmo, louco e sem lógica alguma.
Seja sincera. E por favor, me responda esta carta.
Um olhar sincero, mas muito mais longe do que eu queria estar de você, neste exato momento, talvez.
p.s.: como todo covarde, me despeço, desculpando-me: me perdoe qualquer coisa.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
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