segunda-feira, 31 de maio de 2010

Prelúdio de um inverno frio

Cansei.
A não-precisão das coisas me cansa.
Posso sentir sua respiração, não tão perto como queria, e isto não me faz bem.
Quero o ar quente, que sai do seu intímo, no meu pescoço.

E não é certo querer e não ter.
Tem algo que me diz que terei sempre o que quero.
Mas estou preso a aquela cama suja, naquele quarto com objetos deixados no chão, só pela comodidade, preguiça, desleixo, ou simples vontade não-contida.
Aquele quarto me consome.
E eu só queria te levar para lá, para dentro do meu quarto.
Te mostrar o não-tão-real mundo meu.

Preciso de um corpo (quente, de preferência) para aparar minha vontade devastadora de sentir outra pele que não a minha.

Queria minhas lágrimas rolando no seu ombro, só um pouco. Te molhar com a água que exprime o significado pelo qual vivo, quem sou ou porque continuo escrevendo e gritando parar todos os lados as armadilhas secretas que cercam meu coração.

O lábio é muito pouco, a pele de sua face limpa e lisa ainda não é suficiente.
Preciso ir mais fundo, te sentir por dentro, tocar seu interior, suar e sentir seu suor. Trocar energia estática. Fechar os olhos por saber que entendi.

É chato, e por isso cansei, mas eu sempre tento entender, conhecer, julgar, tocar em tudo que quero compreender e gostar...

Nunca é fácil deixar as folhas cairem e esperar pelo próximo outono...

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